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Aparecida | SP

ESCALADA DA DEPRESSÃO E SUICÍDIO ENTRE JOVENS

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Quais caminhos e descaminhos estão levando, a cada dia, mais e mais jovens (e também adultos), em direção a esses “abismos” chamados depressão e suicídio? Atire a primeira pedra aquele que tiver resposta definitiva…

Há 46 anos, como profissional de Psicologia, convivo com jovens e pais emaranhados nesse problema, com pais e mães se perguntando:  “Onde foi que erramos?”, “Por quê nosso filho(a) se isolou em seu mundo de depressão?”,  “Por quê buscou o suicídio?”

Busquemos respostas nos filhos, nos pais e em Jesus, que disse, em João 8,23, “…Vós sois deste mundo; eu não sou deste mundo.”. Façamos um discernimento mais profundo sobre o que essa Palavra tem a nos dizer em relação ao tema que estou escrevendo.

  1. Por quê nossos filhos se desviam tantas vezes daquilo que esperávamos deles?

Nosso “mundo” era relativamente pequeno de opções, em comparação ao mundo deles, hoje. Eles são bombardeados de múltiplas opções e desafios  do mundo atual e ficam “perdidos” sobre como atuar nesse caos, terminando por se “perderem” de si mesmos e de seus valores. Contudo, nós, pais, continuamos , muitas vezes, com a velha ladainha do “no meu tempo não era assim”. Conversamos menos com eles, desconhecemos seus verdadeiros problemas porque não estabelecemos diálogo franco e aberto,  por ignorância ou por falta de sensibilidade  e, muitas vezes, por falta de tempo, embora não nos falte tempo para muitas  atividades supérfluas, muitas  vezes por pura vaidade, deixando nossos filhos e seus problemas ao deus-dará. O mundo deles não é o nosso mundo. Precisamos aprender mais sobre essas coisas, especialmente eu mesmo, que escrevo esta mensagem.

  1. Há 3 formas de olharmos o mundo :

– Olhar animal  –  tenho que aprender a viver, senão …

– Olhar humano – é importante aprender a viver, senão…

– Olhar divino  –  é saboroso viver…

   * Pai/mãe, em qual desses olhares você se enquadra?

   * Filho(a), em qual desses olhares você se enquadra?

   * Qual desses olhares temos ensinado, verdadeiramente, a nossos filhos?

  1. Não são os amigos de nossos filhos que os levam a cometer enganos. O ambiente social e moral negativo que hoje nos cerca pode até degenerar o Homem, mas também pode ajudá-lo a se tornar uma rocha inquebrantável. Depende da orientação e acompanhamento que recebeu e continua recebendo desde criança. Depende do conceito que ele tem sobre si mesmo, se positivo ou negativo, o que pode formar e confirmar sua autoestima positiva ou deformar sua autoimagem. A segunda opção é fonte de “tragédias” pessoais terríveis, ”gatilho” para ações contra a própria vida. O que Jesus nos ensina no “Amar a teu próximo como a ti mesmo” pode e deve ser interpretado como “Você não conseguirá amar a vida se não amar primeiro a você mesmo”. Assim, a vida perderá o valor para aquele que não se ama. Daí, viver para quê?  Essa é a dinâmica das tragédias pessoais…
  2. Se nossos filhos(as) passaram ou estão passando por momentos depressivos ou de pré/pós-suicídio,  ainda há tempo de curarmos nossas feridas e as deles.     Aproximemo-nos mais de Jesus e o levemos  a nossos filhos através de nossas orações e ações, baseados em um modo novo de vivermos nossas famílias e os ambientes em que convivemos.

Este assunto daria para ser escrito em milhares e milhares de folhas, sem chegarmos a uma conclusão definitiva, de tão extenso e profundo que é, mas uma coisa é certa: vale a pena mudarmos nossos paradigmas, como pais e filhos, sem perdermos de vista os valores fundamentais da vida e da família, a fim de melhor  orientarmos nossos filhos nos caminhos tortuosos que esse mundo “maluco” se impõe a eles e a nós. Acreditemos, Deus é Maior e deseja que nos sintamos e sejamos a maior obra de sua Criatura, à sua imagem e semelhança. Dessa forma, não há Mal que nos faça atentar contra nossa integridade e nossa vida. É o Senhor que nos afirma em Isaías 43, 1-5: “Não temas (…) estarei contigo no fogo ou nas águas da tormenta. (…) Eu te amo. És precioso(a) a meus olhos. Troco reinos por ti…”

Finalmente, deixo duas reflexões: uma para o cérebro e outra para o coração:

  1. “Aquele meu amigo (meu filho, minha família, etc) me disse que precisa de mim. Por isso cuido de mim, revejo meus caminhos e quero ser vida, porque aquele meu amigo me disse que precisa de mim.” (Berthold Brecht)
  2. “Eis que estou à tua porta e bato. Se ouvires a Minha voz e abrires, entrarei e cearei contigo e você comigo.” (Apocalipse 3,20)

Alex William Cheuen

Psicólogo em Guaratinguetá


fonte: a12.com


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