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Aparecida | SP

Amar Maria amando a palavra, reforça Dom Orlando no Dia da Padroeira

Na tradicional missa, o bispo ainda clamou por um diálogo pacífico com outras religiões, lembrou as dificuldades causadas pela pandemia e pediu a proteção da Padroeira do Brasil

Da redação

Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, durante a missa no Santuário Nacional / Foto: Reprodução TV Canção Nova

Numa celebração com a presença limitada, sem a presença de peregrinos e devotos devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, os fiéis católicos puderam acompanhar, em caráter virtual e pelos demais meios de comunicação, na manhã desta segunda-feira, 12, Dia de Nossa Senhora, a tradicional missa mariana realizada no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.

“O que quer uma mãe, se não a fraternidade e a união de seus filhos e filhas”, exortou o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, enquanto celebrava a missa no Altar Central da Basílica Nova de Aparecida.

O arcebispo lembrou a morte de 150 mil pessoas por conta da pandemia no Brasil. “Quanta dor, irmãos, quanto sofrimento. Órfãos aumentaram, viúvos estão a sós. Protegei em seu manto de ternura este povo já sofrido. Estendei vossos braços sobre os 40 milhões considerados invisíveis. Como podem ser considerados invisíveis? Eles são a pupila de teus olhos”, sublimou o bispo.

Dom Orlando também fez críticas pontuais às queimadas e devastação que vem sendo levada a cabo na Amazônia. “Mãe Aparecida, não deixai que nosso Brasil se perca nas chamas. O Pai disse: ‘Faça-se as árvores’. E o homem ganancioso diz: ‘Cortemos as árvores’. E o nosso Santuário nos mostra os cinco biomas do Brasil, porque primeira criatura a se revestir da palavra foi o Cosmos, a natureza, foi a ecologia. Façam-se as árvres, as águas, os pássaros e os peixes. Isso é Aparecida, defendendo o grande santuário da ecologia, do meio-ambiente, porque ela gerou o autor da vida”, ponderou Dom Orlando.

Fome

Durante a celebração mariana, Dom Orlando também frisou a generosidade das pessoas, especialmente dos pobres, que têm passado por dificuldades e encaram a fome em seus lares. “Não fosse a generosidade de pobres e ricos, a fome seria muito maior. Mas no mundo, Mãe, são muitos milhares que passam fome”, disse.

O religioso também se lembrou das crianças vítimas de violência em todo país e pediu o conforto de Maria para que este triste fato deixe de ser recorrente no país. “Quantas crianças mortas por balas perdidas. Precisamos olhar por nossas crianças e encantá-las pelo teu filho Jesus e não deixá-las afundar em tantas dificuldades”, lamentou o bispo.

“Revestir-se da Palavra requer um ato anterior: despir-se, despojar-se”, finalizou Dom Orlando, que também pediu por um minuto de silêncio em homenagem aos 150 mil mortos pela pandemia no país.

A celebração mariana em números

Em 2019, estima-se que até 250 mil pessoas visitaram o Santuário Nacional, cujas celebrações têm sempre início com a novena, que vai de 3 a 12 de outubro. Por conta da pandemia do novo coronavírus, porém, a administração do Santuário Nacional neste ano decidiu cancelar todas as procissões e celebrações externas, a fim de evitar aglomerações. A Rede Aparecida de Comunicações transmitirá todas as celebrações e eventos marianos em seus meios de comunicação.

O tema corrente da Festa da Padroeira é “Com Maria, em Família, revestir-se da palavra”.